Correios de Portugal e do Brasil querem facilitar e-commerce

O novo acordo entre os CTT e os ECT deverá permitir a redução do tempo média de entrega de encomendas registadas entre os dois países..

Os correios de Portugal (CTT) e do Brasil (ECT) firmaram um novo acordo que poderá contribuir para incrementar o comércio electrónicos dos dois países. A parceria visa aumentar a competitividade dos produtos de correio expresso que suportam parte das trocas comerciais entre os países.

Segundo os prestadores de serviços, até agora, as encomendas registadas em circulação entre o Brasil e Portugal precisavam de, em média, 40 dias úteis para ser entregues após a desalfandegamento dos objectos. Com o novo acordo, a previsão é que esse prazo caia para uma média de 12 dias úteis, avançam os correios do Brasil.

Uma das mudanças previstas com o acordo assinado a 27 de Outubro, é a melhoria na qualidade de informação nos fluxos postais, permitindo um rastreamento mais completo que facilita a previsão de entrega das encomendas postadas principalmente para quem efectua compras e vendas pela Internet, explicam os ECT.

Na prática, o acordo prevê a migração do tratamento das encomendas de correio electrónico que, na maior parte das vezes chega ao Brasil através de correio registado e simples para uma plataforma mais qualificada, em conformidade com as condições de recepção brasileiras “Novo Modelo de Importação”, que abrange o envio de informações electrónicas, explicam os correios do Brasil, citados pela IDGNow.

“O comércio electrónico é (…) um dos eixos estratégicos de desenvolvimento dos CTT e acreditamos que estes acordos agora assinados com o Brasil são uma das chaves para o desenvolvimento das trocas neste corredor atlântico, aproveitando a crescente digitalização da economia e a ligação tradicionalmente relevante entre as comunidades de nacionais de ambos os países”, disse, recentemente, Francisco de Lacerda, presidente-executivo dos CTT.

As duas empresas (CTT e ECT) têm vindo a firmar acordos para facilitar este tipo de transacção. Recentemente anunciaram a redução conjunta das “condições de remuneração que praticam entre si, viabilizando desse modo o lançamento de ofertas de correio expresso premium mais competitivas, para clientes de comércio electrónico que vendem entre os dois países”, explicam os CTT em comunicado.

A um nível logístico, “os acordos introduzem níveis de informação de melhor qualidade nos fluxos de tráfego entre os dois países, o que permite reforçar a prestação de informação de rastreamento e previsão de entrega quer a clientes, quer a destinatários”.

Fonte: Computerworld (Leia o artigo completo)

 

Faltam envelopes e caixas em agências de Fortaleza

| Serviço de postagem | Situação estaria ligada a dificuldades financeiras da estatal. Clientes precisam comprar material em bancas de revista para enviar as encomendas

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) fechou o segundo trimestre de 2018 com lucro líquido de R$ 111 milhões. No entanto, a estatal teve prejuízo de R$ 120 milhões no período. Os efeitos da conta no vermelho destes últimos cinco anos são percebidos nos serviços prestados em Fortaleza. O POVO visitou três agências e observou a falta de materiais básicos para a preservação e despacho de encomendas.

No Centro, os clientes têm de recorrer a bancas de revista no entorno da rua Senador Alencar para comprar envelopes, caixas e empacotá-las. Foi esse o jeito que o artesão Nonato Araújo, 45, encontrou para enviar mercadorias às outras cidades.

Está cada vez pior. Não tem nem fita adesiva para fazer a embalagem. E, apesar de faltar tudo, as taxas encarecem“, relata. A unidade está sem material há uma semana. Mas a situação é frequente, segundo o comerciante Leal, que começou a vender envelopes após perceber a nova demanda. Os artigos de papel custam de R$ 0,20 a R$ 1,50. Para embalar, ele cobra de acordo com o tamanho. Os preços praticados pela estatal variam de R$ 2,50 a R$ 20,40.

Quem utiliza os serviços postais com frequência sabe bem que a situação não é de hoje. O representante Eduardo Macedo, 40, chegou na agência da rua Maria Tomásia, na Aldeota, com o objeto já embalado. “Trago assim porque sei que posso não encontrar“, destaca. Não tinha mesmo. A unidade não dispõe mais de caixas e envelopes plásticos de segurança (Sedex) há um mês. Também faltam sacos nos Correios da avenida Senador Virgílio Távora, na Aldeota.

Procurada pelo O POVO, a estatal não justificou a falta do material. Informou apenas que “o processo de contratação com os fornecedores já foi finalizado e as embalagens já estão sendo produzidas e entregues conforme os pedidos realizados pelas agências“.

Para Alessandra Benevides, professora do curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Ceará (UFC) em Sobral, a situação é reflexo de problemas fiscais e orçamentários do Governo Federal. “A crise atinge todas as instituições federais e, como não há uma gestão eficiente, vai se agravando“, aponta. Para ela, abrir o capital dos Correios seria uma alternativa para gerar lucratividade e melhorar os serviços. “É preciso quebrar o monopólio, pois, quando abre para a concorrência, gera um incentivo da eficiência“, observa, destacando que é necessário também rever o modelo de gestão da empresa.

O economista Alex Araújo acrescenta que os Correios também têm enfrentado dificuldades de se posicionar no mercado diante dos avanços tecnológicos, o que tem diminuído receita.

“A estatal deve pensar o que ofertará de serviço daqui para a frente e remodelar o seu papel”, explica. Ele diz que a cobrança de R$ 15 por encomenda importada, serviço que começou a ser taxado no último mês de agosto, já demonstrou que a estatal pode reverter a situação ao se adequar às novas demandas.

Fonte: O Povo (Leia o artigo completo)

MPF/SC quer que Correios indenizem destinatários em caso de atraso ou extravio de encomendas

A ação, proposta pelo procurador da República Carlos Augusto de Amorim Dutra, busca garantir os direitos e interesses dos consumidores previstos na Constituição Federal e no Código de Defesa do Consumidor.

O Ministério Público Federal em Santa Catarina (MPF/SC) propôs ação civil pública com pedido de tutela de urgência para que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) indenize o destinatário, quando houver atraso ou extravio de correspondências ou encomendas no território nacional, mesmo nos casos em que a origem seja internacional. A ação, proposta pelo procurador da República Carlos Augusto de Amorim Dutra, busca garantir os direitos e interesses dos consumidores previstos na Constituição Federal e no Código de Defesa do Consumidor.

Protocolada na última segunda-feira, 24, o MPF/SC requer que os Correios sejam obrigados a indenizar o destinatário ou remetente pelos prejuízos causados em virtude de atraso de entrega de correspondência ou encomenda. Em caso de extravio, deverá ser considerado o valor total declarado, conforme nota, cupom fiscal, formulário de declaração de conteúdo ou outro documento apresentado pelo destinatário ou remetente.

Os inquéritos civis que fundamentaram o pedido foram instaurados no MPF/SC depois que consumidores se manifestaram na página da ECT na internet e obtiveram como resposta a informação de que os objetos teriam sido extraviados. Além disso, a empresa informou que somente o remetente teria legitimidade para receber a indenização, devendo o destinatário, se assim entendesse, requerer a indenização do alegado prejuízo ao operador de origem (China, Rússia).

Segundo o procurador Carlos Augusto, a ação tem o objetivo de compelir os Correios a adequarem o posicionamento referente à indenização dos consumidores à legislação e entendimentos judiciais vigentes.

Fonte: dnsul (Leia o artigo completo)

Wish ameaça cortar investimentos no Brasil após taxa dos Correios

A decisão dos Correios de cobrar uma taxa de R$ 15 de todas as encomendas internacionais pode fazer com que a Wish corte seus investimentos no Brasil. Pelo menos essa é o que afirma Nicola Azevedo, executivo da empresa para a região da América do Sul, que aguarda para ver o impacto da medida no volume de vendas.

Hoje, o Brasil é um dos dez maiores mercados da Wish. Em entrevista à revista Veja, Azevedo disse que a empresa está disposta a conversar com os Correios, mas, se acabar muito afetada pela nova cobrança, levará o montante aplicado por aqui a outros países. A declaração é simples e breve, mas demonstra um movimento que pode acontecer com outras companhias internacionais, principalmente chinesas, que também têm forte operação por aqui.

O maior problema é que a chamada taxa de despacho postal praticamente inviabiliza a aquisição de produtos de baixo valor, importados por preços normalmente bem abaixo dos aplicados por aqui. Na maioria das vezes as lojas praticam um regime de frete grátis, mas, com uma taxa de R$ 15 aplicada a todas as compras, os itens acabarão deixando de compensar para o consumidor, que já tinha que aguardar meses para recebê-los.

A expectativa dos Correios com a nova medida é de arrecadar R$ 90 milhões por mês com o pagamento dos tributos. Entretanto, de acordo com a reportagem, a estatal também deve enfrentar um reflexo da nova medida, com 70% das encomendas internacionais que já estão no Brasil ou a caminho daqui sendo abandonadas. Com isso, a empresa acaba tendo gastos adicionais, uma vez que é a responsável pela manutenção de depósitos e, também, por enviar de volta os produtos.

Na ocasião do anúncio, o presidente dos Correios, Carlos Fortner, defendeu a aplicação da taxa, afirmando que ela é necessária para compensar os custos de triagem, análise, alertas aos usuários e demais serviços de logística. O novo tributo também estaria relacionado a um aumento de 80% no volume de produtos importados entregues pela estatal entre 2016 e 2017 — o crescimento, ao final do primeiro semestre, já é de 32% em relação ao ano passado. São de 100 mil a 300 mil encomendas recebidas todos os dias.

A aplicação da taxa também colocou os Correios na mira do Procon do Rio de Janeiro, que iniciou uma investigação sobre a cobrança e exigiu explicações sobre sua aplicação repentina. O maior ponto, aqui, é o anúncio e cobrança em caráter imediato, a partir do dia 28 de agosto, sem aviso aos lojistas e consumidores, mas aplicada mesmo a encomendas enviadas ou já tramitando no Brasil antes desta data.

Até o anúncio, a chamada taxa de despacho postal era cobrada somente de encomendas tributadas pela Receita Federal, no momento da retirada ou em sistema online, para permitir pagamento. Agora, porém, o mesmo vale para absolutamente todos os pacotes vindos do exterior.

Fonte: Canaltech (Leia o artigo completo)

Serviços opcionais na hora da remessa da encomenda: Aviso de Recebimento – AR (Convencional)

É o serviço adicional que, por meio do preenchimento de formulário próprio, permite comprovar, junto ao remetente, a entrega do objeto.

Disponibilidade do serviço

Em todo o território nacional

Quem pode usar

– Pessoas físicas;
– Pessoas jurídicas com e sem contrato.

Características

– O formulário do AR é devolvido ao remetente com a assinatura da pessoa que recebeu o objeto;
– Pode ser utilizado nas postagens de Cartas, Cartão Postal, Impressos, Mala Direta Postal, e Encomendas (PAC e SEDEX).

Por que usar este serviço?

– Validade jurídica para demonstração do recebimento do objeto postal ao qual se vincula;
– Disponibilização de modelos diferenciados de AR, para clientes a faturar.

Fonte: Correios