Correios testa novas soluções de atendimento para clientes

Em comemoração ao Dia do Consumidor, os Correios iniciam nesta sexta-feira (15) os primeiros testes com três terminais de autoatendimento para a compra de embalagens e postagem de encomendas. Com o objetivo de melhorar e modernizar a experiência dos clientes, os protótipos serão instalados na cidade de São Paulo, nas agências Marquês de Itu, Central e Bom Retiro.

O equipamento de postagem da agência Central oferecerá o serviço de envio de encomendas Sedex e PAC, precificados com base nas dimensões do objeto, CEP de origem e destino e serviços adicionais, da mesma maneira que no guichê convencional.

O terminal de autoatendimento no Bom Retiro oferecerá a solução simplificada para a postagem de encomendas Sedex e PAC, precificados com base na cubagem: pacotes nos tamanhos P, M e G e envelope.

Na agência Marquês de Itu, estará disponível um terminal para aquisição de embalagens de forma automatizada, onde poderão ser adquiridos envelopes plásticos tamanho grande, além de três tipos de caixas. Nos terminais de postagem de encomendas, o pagamento poderá ser realizado por meio de cartão de crédito ou débito e no equipamento de compra de embalagem, estará disponível somente a opção cartão de crédito.

Outros equipamentos serão testados nas agências Central de Goiânia/GO, Central de Porto Alegre/RS, Blumenau e Floresta/SC, e São Bernardo do Campo/SP.

Após a finalização dos testes, prevista para julho deste ano, serão consolidadas as informações para apuração da tecnologia mais adequada ao negócio.

Esta é mais uma iniciativa dos Correios dentro do processo de remodelagem de sua rede de atendimento. O projeto prevê a implantação de novos canais, físicos e digitais, que proporcionarão maior comodidade aos clientes.

Fonte: Chicoterra

Correios anunciam aumento médio de 8,03% para Sedex e PAC

Os Correios anunciaram o reajuste médio de 8,03% nos serviços de Sedex e PAC a partir do dia 6 de março. Os percentuais de reajustes podem variar de acordo com as regiões, uma vez que os custos de operação também são distintos, segundo a estatal.

De acordo com os Correios, o valor médio é próximo à variação do IGP-M de 2018, que foi de 7,54%.

No ano passado, as tarifas de Sedex e PAC tiveram aumento que variou de 8% a 51%, quando a inflação ficou em torno de 3%, o que acabou gerando protestos por empresas de e-commerce.

De acordo com os Correios, desta vez, haverá redutores de preço de até 4% para o PAC em contratos de varejo, para os clientes que realizarem a pré-postagem de forma eletrônica.

A estatal explica que, para a manutenção dos redutores de preço nas postagens de encomendas das micro e pequenas empresas, há o pacote básico que pode ser contratado pela internet e oferece preços mais competitivos em relação aos praticados na modalidade de pagamento à vista, além de permitir faturamento das postagens e não possuir cobrança de valor mínimo mensal.

Os Correios anunciaram ainda a retomada do pacote de serviços Encomenda 1 – que estava suspensa desde o ano passado -, com cobrança mínima mensal de R$ 1 mil em consumo de serviços de encomendas. Os clientes que não atingirem esse valor podem optar pelo pacote básico que isenta a cobrança de cota mínima.

Outra novidade será o fim da exigência de quantidade mínima de encomendas. A concessão dos pacotes de serviços de encomendas será norteada pelo valor mínimo mensal.

Outros reajustes foram anunciados na semana passada nas tarifas postais. A correção média autorizada para este ano é de 0,3893% para serviços nacionais e internacionais.

Na semana passada, os Correios lançaram uma ferramenta que traz produtos importados dos EUA para o Brasil.

Em agosto do ano passado, os Correios começaram a cobrar R$ 15 de todas as encomendas internacionais que chegarem ao país pela empresa. Esse despacho postal só era cobrado de objetos tributados pela Receita Federal, mas, segundo a estatal, o aumento das importações a obrigou a cobrar de todas as encomendas para manter “o padrão do serviço”.

Fonte: G1 (Lei mais)

Taxa fixa dos Correios dificulta compra de produtos do exterior

Órgãos de defesa do consumidor e especialistas sustentam que a cobrança deveria ser incluída no valor total do serviço e levar em consideração preço e tamanho

Os baixos preços e a variedade de produtos dos sites e dos aplicativos de compra internacionais são tentadores. Essa é uma escolha que tem conquistado cada vez mais os brasileiros e não é difícil entender a preferência: há lojas virtuais que ofertam todos os produtos por valor fixo de um dólar ou outras cifras baixíssimas. Normalmente, o custeio do frete também acompanha a tendência de valores baixos, mais um fator de incentivo para a aquisição de encomendas no mercado estrangeiro.
Desde o último 27 de agosto, no entanto, os Correios instituíram uma cobrança adicional de R$ 15 para todas as encomendas internacionais não tributadas que cheguem ao Brasil. Sob nome de despacho postal, a taxa é justificada para o tratamento aduaneiro dos produtos, que não deve ser confundido com o frete, nem com tributos. O despacho cobriria despesas de alfândega e armazenamento. A liberação da encomenda só será feita mediante o pagamento da taxa, que pode ser acessada diretamente pelo link de rastreio do objeto postado.

Os Correios informam que “a extensão da cobrança para os objetos não tributados se deu em virtude do crescimento exponencial das importações e a consequente elevação dos custos de operação para nacionalização das encomendas”. A empresa também afirma que a taxa é comumente cobrada por outras fornecedoras de serviços postais e que o valor adotado é baixo, comparado ao praticado pelas concorrentes que é, em média, “quatro vezes maior do que o valor cobrado pelos Correios”.

O Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-DF) informou que receberá demandas pertinentes ao despacho postal. A assessora jurídica da instituição, Nayara Saraiva, explica que há ilegalidade desde a forma como a taxa foi criada. “Ela viola o Código de Defesa do Consumidor (CDC) desde o começo, uma vez que não teve informação prévia sobre a cobrança. As pessoas que já tinham encomendas feitas terão de pagar o valor do serviço sem o conhecimento e aceite antecipado da cobrança.”

Além de surpreendido pela cobrança da nova taxa, o estudante Victor Farias, 20 anos, teve de enfrentar um problema para pagar o despacho. “Eu tentei pagar por diversas vezes e o sistema não funcionava. Liguei para os Correios e o atendente até perguntou se eu estava enfrentando esse problema e, segundo ele, muitos clientes estavam ligando para reclamar”, afirma.

Nayara avalia que os Correios incorrem em erro grave por transferir ao consumidor uma despesa que deve ser arcada pela empresa. “O despacho postal transfere o ônus das operações que são de responsabilidade dos Correios. Eles repassam aos clientes o custo de um serviço que é aquele efetivamente comercializado pela própria empresa.”

A representante do Procon acredita que se trata de uma estratégia de recuperação de gastos. Na avaliação de Nayara, há outras maneiras de atualizar monetariamente as perdas logísticas, de forma legal e leal ao consumidor. “O correto seria a empresa reajustar os valores de seus serviços com o remetente. O destinatário não deveria ser taxado pelos serviços, exceto quando se enquadrasse nos casos de tributação da Receita Federal”, observa.

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) notificou os Correios, questionando a validade do ato, conforme afirma Nayara. Entretanto, o Procon-DF ainda não foi acionado. No Brasil, há um procedimento em análise no 8º Ofício do Consumidor, em Santa Catarina. O Ministério Público Federal do estado catarinense informa que o procurador da república responsável pela procuradoria de direito do consumidor, na capital de Florianópolis, avalia a legalidade da cobrança criada pelos Correios.

Fonte: Correio Braziliense (Leia o artigo completo)

Polícia Civil coíbe tráfico de drogas sintéticas pelos Correios

Operação resultou na prisão de 15 pessoas durante cumprimento de mandados

A Polícia Civil deflagrou uma operação, na manhã desta segunda-feira, 15, com o objetivo de coibir o tráfico organizado de drogas sintéticas, como ecstasy e LSD. A ação foi chamada de Presságio. Foram dez meses de investigações em que a polícia, com a ajuda da Coordenadoria de Segurança dos Correios no Rio Grande do Sul, monitorou e investigou o envio de drogas por meio do serviço de encomendas para várias localidades.

As investigações apontaram que três células de envio de entorpecentes eram utilizadas para encaminhamento das drogas – Porto Alegre, São Leopoldo e Glorinha, onde ficavam as principais agências utilizadas pelos investigados para o envio das drogas.

As investigações se intensificaram em abril, durante o cumprimento de medidas judiciais especiais de investigação. Os policiais conseguiram imagens de circuito interno de videomonitoramento, imagens especiais, realizando apreensões dos entorpecentes encaminhados, e monitoramentos de entrega de drogas dos investigados, o que possibilitou obter material probatório das atividades criminosas de narcotráfico.

As investigações apontaram que ocorreram remessas de drogas para dez estados e para o Distrito Federal (Brasília), em quantias consideráveis de entorpecentes. Os investigados utilizavam redes sociais, principalmente grupos de WhatsApp e Facebook, para divulgar seus serviços, expandindo assim a clientela para todo o Brasil. As drogas eram tabeladas e a taxa de frete era a cargo do comprador que utiliza-se de depósito bancário para concluir a transação. O esquema era organizado com divisão de tarefas, preços, rotas e prazos definidos.

Foram solicitados quatro mandados de prisão e 28 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Cararina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Brasília, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraíba e Amazonas, além do Distrito Federal, com ações em 27 municípios. No decorrer do cumprimento das ordens judiciais foram presas sete pessoas. Durante as investigações ainda foram realizadas oito prisões em flagrante com apreensão de ecstasy e tubos de lança perfume além de substância característica de Cloreto de Etila para produção de entorpecente, totalizando 15 prisões em toda investigação.

No período foram realizadas diversas apreensões 4.960 comprimidos de ecstasys, 709 pontos de LSD, 150 vidros de lança perfume e 211 gramas de MDMA. Em valores, os entorpecentes apreendidos representam aproximadamente meio milhão de reais.

Os investigados serão indiciados pelos crimes de tráfico de drogas, com agravamento de pena pela interestadualidade, associação para o tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro. O nome da Operação Presságio advém da ideia de indícios de que algo está para acontecer, devido ao contexto das remessas e do monitoramento da Polícia Civil.

As investigações contaram com o apoio das polícias civis de outros estados e do Gabinete de Inteligência da Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul. Segundo o delegado Thiago Lacerda, o esquema funcionava com a vinda de drogas da Europa para o Centro-Oeste do Brasil, indo para o Rio Grande do Sul e a partir daí para vários estados brasileiros.

O diretor de investigações do Denarc, delegado Mario Souza, enfatizou que a investigação foi sensível e abrangente para identificar o esquema suspeito de envio de drogas sintéticas para boa parte do Brasil. “Destaco que as drogas sintéticas envolvem um contexto de pessoas com grau de instrução diferenciado e boa condição econômica”, salientou o delegado. A operação foi deflagrada por meio da 2ª Delegacia de Investigações do Narcotráfico (DIN), do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc).

Fonte: GAZ (Leia o artigo completo)

Correios de Portugal e do Brasil querem facilitar e-commerce

O novo acordo entre os CTT e os ECT deverá permitir a redução do tempo média de entrega de encomendas registadas entre os dois países..

Os correios de Portugal (CTT) e do Brasil (ECT) firmaram um novo acordo que poderá contribuir para incrementar o comércio electrónicos dos dois países. A parceria visa aumentar a competitividade dos produtos de correio expresso que suportam parte das trocas comerciais entre os países.

Segundo os prestadores de serviços, até agora, as encomendas registadas em circulação entre o Brasil e Portugal precisavam de, em média, 40 dias úteis para ser entregues após a desalfandegamento dos objectos. Com o novo acordo, a previsão é que esse prazo caia para uma média de 12 dias úteis, avançam os correios do Brasil.

Uma das mudanças previstas com o acordo assinado a 27 de Outubro, é a melhoria na qualidade de informação nos fluxos postais, permitindo um rastreamento mais completo que facilita a previsão de entrega das encomendas postadas principalmente para quem efectua compras e vendas pela Internet, explicam os ECT.

Na prática, o acordo prevê a migração do tratamento das encomendas de correio electrónico que, na maior parte das vezes chega ao Brasil através de correio registado e simples para uma plataforma mais qualificada, em conformidade com as condições de recepção brasileiras “Novo Modelo de Importação”, que abrange o envio de informações electrónicas, explicam os correios do Brasil, citados pela IDGNow.

“O comércio electrónico é (…) um dos eixos estratégicos de desenvolvimento dos CTT e acreditamos que estes acordos agora assinados com o Brasil são uma das chaves para o desenvolvimento das trocas neste corredor atlântico, aproveitando a crescente digitalização da economia e a ligação tradicionalmente relevante entre as comunidades de nacionais de ambos os países”, disse, recentemente, Francisco de Lacerda, presidente-executivo dos CTT.

As duas empresas (CTT e ECT) têm vindo a firmar acordos para facilitar este tipo de transacção. Recentemente anunciaram a redução conjunta das “condições de remuneração que praticam entre si, viabilizando desse modo o lançamento de ofertas de correio expresso premium mais competitivas, para clientes de comércio electrónico que vendem entre os dois países”, explicam os CTT em comunicado.

A um nível logístico, “os acordos introduzem níveis de informação de melhor qualidade nos fluxos de tráfego entre os dois países, o que permite reforçar a prestação de informação de rastreamento e previsão de entrega quer a clientes, quer a destinatários”.

Fonte: Computerworld (Leia o artigo completo)