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Funcionários dos Correios do Triângulo e Alto Paranaíba entram em greve por tempo indeterminado

Sindicato que abrange 156 cidades da região informou que a greve começou na noite desta terça-feira (19).

Os funcionários dos Correios do Triângulo e Alto Paranaíba deflagraram greve por tempo indeterminado na noite desta terça-feira (19). A greve foi convocada pela Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect).

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nos Correios e Telégrafos de Uberaba e Região (Sintect-URA), os trabalhadores de todo o país se manifestam por conta das dificuldades de negociações com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), que começaram em abril.

Em Uberaba, são aproximadamente 280 trabalhadores. Na área de abrangência do Sintect-URA são 1.800 funcionários dos Correios em 156 cidades da região. Ainda não há um número exato de servidores que paralisaram as atividades.

Sindicato que abrange 156 cidades da região informou que a greve começou na noite desta terça-feira (19).

“De acordo com a legislação, continuamos com os serviços essenciais à população, mantendo um quantitativo mínimo de 30% de trabalhadores”, informou o presidente do Sintect-URA, Wolnei Cápolli.

Ainda conforme Cápolli, os Correios já se posicionaram sobre a possibilidade de retirada de alguns benefícios dos funcionários.

“Estamos em período de data-base, então, a gente quer a negociação do nosso Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Queremos que os Correios venham para a mesa de negociação e que ela não apresente o que ela tem apresentado. Em dois dias de negociação, a empresa apresentou a retirada de 23 cláusulas do nosso ACT e existe a proposta de retirada de outas sete. Na verdade não é nem negociação. É um ajuste para retirada de direitos e não é isso que a gente quer”, acrescentou.

Dentre a série de cláusulas citadas por Cápolli, estão as que tratam da jornada de trabalho nas agências e terminais computadorizados; a que a ECT propõe acabar com as liberações de dirigentes sindicais, para atividades relacionadas às demandas da categoria, com ônus para a Empresa; e retirada da cláusula que garante a abertura de concurso público para contratação de novos trabalhadores.

Cápolli também acredita que as cláusulas econômicas também poderão sofrer alterações caso a categoria não se mobilize.

“A empresa quer fazer a retirada de tudo que a gente conseguiu em acordos coletivos, arrastando as negociações até o fim de novembro. Ou seja, já vamos negociar com as efetivações da nova Lei Trabalhista. O que vai prevalecer é o que foi acordado. Estamos prevendo catástrofes. Queremos a manutenção dos nossos direitos. Novos concursos públicos para continuidade de uma boa prestação de serviço. Não queremos retrocesso”, finalizou o sindicalista.

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