Carteiro não atendido - o que fazer

A entrega não pode ser efetuada – Carteiro não atendido

São 3 possibilidades

  • Você estava ausente, então;
    • Será realizada nova tentativa de entrega
    • O que fazer: Acompanhar a entrega
  • Você estava ausente e foi informado que precisa retirar na unidade:
    • Encaminhado para entrega interna
    • Aguarde: Objeto estará disponível para retirada na unidade a ser informada.
    • O que fazer: Acompanhar a entrega. O interessado deverá buscar o objeto em uma Unidade dos Correios.
  • Destinatário ausente em 3 tentativas de entrega:
    • Objeto em devolução ao remetente
    • O que fazer: Acompanhar o retorno do objeto ao remetente.

Faltam envelopes e caixas em agências de Fortaleza

| Serviço de postagem | Situação estaria ligada a dificuldades financeiras da estatal. Clientes precisam comprar material em bancas de revista para enviar as encomendas

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) fechou o segundo trimestre de 2018 com lucro líquido de R$ 111 milhões. No entanto, a estatal teve prejuízo de R$ 120 milhões no período. Os efeitos da conta no vermelho destes últimos cinco anos são percebidos nos serviços prestados em Fortaleza. O POVO visitou três agências e observou a falta de materiais básicos para a preservação e despacho de encomendas.

No Centro, os clientes têm de recorrer a bancas de revista no entorno da rua Senador Alencar para comprar envelopes, caixas e empacotá-las. Foi esse o jeito que o artesão Nonato Araújo, 45, encontrou para enviar mercadorias às outras cidades.

Está cada vez pior. Não tem nem fita adesiva para fazer a embalagem. E, apesar de faltar tudo, as taxas encarecem“, relata. A unidade está sem material há uma semana. Mas a situação é frequente, segundo o comerciante Leal, que começou a vender envelopes após perceber a nova demanda. Os artigos de papel custam de R$ 0,20 a R$ 1,50. Para embalar, ele cobra de acordo com o tamanho. Os preços praticados pela estatal variam de R$ 2,50 a R$ 20,40.

Quem utiliza os serviços postais com frequência sabe bem que a situação não é de hoje. O representante Eduardo Macedo, 40, chegou na agência da rua Maria Tomásia, na Aldeota, com o objeto já embalado. “Trago assim porque sei que posso não encontrar“, destaca. Não tinha mesmo. A unidade não dispõe mais de caixas e envelopes plásticos de segurança (Sedex) há um mês. Também faltam sacos nos Correios da avenida Senador Virgílio Távora, na Aldeota.

Procurada pelo O POVO, a estatal não justificou a falta do material. Informou apenas que “o processo de contratação com os fornecedores já foi finalizado e as embalagens já estão sendo produzidas e entregues conforme os pedidos realizados pelas agências“.

Para Alessandra Benevides, professora do curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Ceará (UFC) em Sobral, a situação é reflexo de problemas fiscais e orçamentários do Governo Federal. “A crise atinge todas as instituições federais e, como não há uma gestão eficiente, vai se agravando“, aponta. Para ela, abrir o capital dos Correios seria uma alternativa para gerar lucratividade e melhorar os serviços. “É preciso quebrar o monopólio, pois, quando abre para a concorrência, gera um incentivo da eficiência“, observa, destacando que é necessário também rever o modelo de gestão da empresa.

O economista Alex Araújo acrescenta que os Correios também têm enfrentado dificuldades de se posicionar no mercado diante dos avanços tecnológicos, o que tem diminuído receita.

“A estatal deve pensar o que ofertará de serviço daqui para a frente e remodelar o seu papel”, explica. Ele diz que a cobrança de R$ 15 por encomenda importada, serviço que começou a ser taxado no último mês de agosto, já demonstrou que a estatal pode reverter a situação ao se adequar às novas demandas.

Fonte: O Povo (Leia o artigo completo)