Bandidos arrombam e furtam agência dos Correios em Quixadá

Bandidos arrombam e furtam agência dos Correios em Quixadá

Criminosos arrombaram a agência dos Correios de Quixadá na madrugada desta segunda-feira, 25. Do local os bandidos levaram uma quantia não especificada em dinheiro, várias encomendas que ainda seriam entregues e um HD com gravações das câmeras de segurança.

A violação do prédio, localizado na Rua Francisco Enéas de Lima, no Centro da cidade, foi percebida por volta de 6 horas da manhã, quando um funcionário chegou e percebeu o que havia acontecido. Ele acionou a polícia imediatamente.

Ataques a agências dos Correios são, em geral, investigados pela Polícia Federal, que tem a jurisdição de casos envolvendo instituições gerenciadas pela União.

Fonte

Greve ainda não afeta atendimento no CE

Greve ainda não afeta atendimento no CE

Segundo a estatal, paralisação está concentrada na área de distribuição. 87,9% dos funcionários da empresa no Estado seguem trabalhando. Agências que aderiam ao movimento continuam com serviços disponíveis

A paralisação dos Correios, deflagrada na noite de terça-feira (19), não afetou os serviços de atendimento no Ceará. A informação foi confirmada ontem pela empresa.

“Até o momento, todas as agências, inclusive nas regiões que aderiram ao movimento paredista, estão abertas e todos os serviços estão disponíveis”, disse a estatal.

Nas agências que tiveram adesão dos trabalhadores, os Correios já colocaram em prática o Plano de Continuidade de Negócios para minimizar os impactos à população. Avalia também que o movimento está concentrado na área de distribuição. Segundo levantamento parcial da empresa, 87,9% dos funcionários no Ceará estão presentes e trabalhando – o que corresponde a 2.289 empregados em atividade. Para a população, a estatal orienta o aguardo das entregas, pois para evitar atrasos, está sendo executado o plano de continuidade das operações.

Com os sindicatos que não aderiram à paralisação, as negociações estão sendo realizadas no decorrer da semana.

“Os Correios continuam dispostos a negociar e dialogar com as representações dos trabalhadores na busca de soluções que o momento exige e considera a greve um ato precipitado que desqualifica o processo de negociação e prejudica todo o esforço realizado durante este ano para retomar a qualidade e os resultados financeiros da empresa”, destaca a empresa.

Trabalhadores

A paralisação das atividades dos Correios afetou 70% das agências de Fortaleza. É o que aponta Luis Santigo, coordenador-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares no Ceará (Fentect-CE).

“O movimento acontece em todo o Estado. Junto com as agências, atingimos os Centros de Distribuição Domiciliária e os Centros de Entrega”, ressalta.

Das 43 agências em Fortaleza, 31 tiveram o atendimento afetado de acordo com Santiago. Não há previsão de encerramento do movimento.

Além da campanha salarial 2017/2018, com a reposição da inflação (não informada pelo líder sindical), a entidade pede R$ 300 de reajuste linear. Os trabalhadores também protestam contra o fechamento de agências no País, as ameaças de demissão motivada, falta de concursos públicos e a retirada de vigilantes dos estabelecimentos.

“Essas medidas retiram não somente a qualidade do serviço para a população, mas prejudicam quem trabalha nos Correios. Tínhamos aproximadamente 2.800 funcionários no Ceará. Com o programa de demissão, esse número chegou a 2.600. E também não falam em concursos públicos. O último ocorreu em 2011”, afirma o coordenador Geral da Fentect-CE.

Fonte

Em greve, Correios farão mutirão atualizar entregas

Em greve, Correios farão mutirão para atualizar entregas

Os Correios anunciaram um mutirão neste fim de semana, hoje e amanhã, para colocar em dia a entrega de cartas e encomendas atrasadas em razão da greve dos trabalhadores, que foi deflagrada na última quarta-feira (21). Parte dos trabalhadores da empresa em 21 estados e no Distrito Federal está com as atividades suspensas, de acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect).

A Bahia é um dos estados em greve, mas um total de 3.857 empregados continua desempenhando suas atividades normalmente, segundo a Coordenação de Comunicação dos Correios na Bahia. O número corresponde a 74,91% do efetivo total no estado. Em todo o Brasil, 91,3% do efetivo dos Correios está trabalhando normalmente – o que corresponde a 99.130 empregados, ainda de acordo com a empresa.

Em nota, os Correios informaram que o mutirão deste fim de semana “nas localidades em que há paralisação parcial faz parte do Plano de Continuidade de Negócios, que também prevê medidas como deslocamento de empregados entre as unidades e realização de horas extras”.

O comunicado diz ainda que “a rede de atendimento está aberta em todo o país e todos os serviços, inclusive o SEDEX e o PAC, continuam sendo postados e entregues em todos os municípios do país, sem exceções”.

Já os serviços com hora marcada (Sedex 10, Sedex 12, Sedex Hoje, Disque Coleta e Logística Reversa Domiciliária) estão com postagens suspensas para os seguintes destinos: Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraíba e Piauí, e para as cidades de São José dos Campos (SP), Ribeirão Preto (SP), Campinas (SP) e São José do Rio Preto (SP). O volume dos serviços com hora marcada postado para esses destinos representa apenas 0,5% de todas as encomendas entregues pelos Correios e a suspensão foi realizada com o intuito de redirecionar os recursos para os demais serviços, que são os mais utilizados pelos clientes.

Quanto à negociação, os Correios alegam que continuam as tratativas com representantes da Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect). Segundo a empresa, a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) decidiu iniciar a paralisação nas bases de seus sindicatos filiados antes de esgotado o diálogo sobre as cláusulas previstas no acordo.

“A atitude da Fentect coloca em risco não apenas a qualidade dos serviços prestados aos clientes e à população brasileira, mas compromete a sustentabilidade dos Correios e prejudica todo o esforço realizado durante este ano para reverter a situação financeira da empresa”, diz a nota.

A Fentect afirma que a greve foi o último recurso e que está aberta a negociação, mesmo após 50 dias de conversas sem chegar a um acordo.

Fonte

Funcionários dos Correios entram em greve em 18 Estados e DF

Funcionários dos Correios entram em greve em 18 Estados e DF

Funcionários dos Correios paralisam suas atividades em 18 estados e fazem protesto (Antônio Cruz/ ABr)

Os trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) em 18 estados e no Distrito Federal estão em greve a partir de hoje (19), por tempo indeterminado. Eles reivindicam reajustes salariais e reposição de perdas. Em Brasília, os trabalhadores prometem ficar mobilizados desde o começo da manhã, em manifestação em frente ao Ministério das Comunicações, onde aguardam reunião com representantes do governo. Às 10h30 haverá uma audiência no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

O salário inicial de carteiros, atendentes comerciais e operadores de triagem e transbordo é R$ 942. Dos 35 sindicatos da categoria, dez ainda farão assembleias de hoje até o dia 25. Uma das maiores empresas empregadoras no regime de, Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), os Correios têm mais de 115 mil funcionários.

Aprovaram a paralisação os empregados dos Correios em Alagoas, no Amazonas, Ceará, Distrito Federal, em Goiás, Mato Grosso, na Paraíba, no Paraná, em Pernambuco, no Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e no Tocantins. Em Minas Gerais e no Pará, a categoria já havia iniciado a greve na semana passada.

O comando de negociação da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) reivindica 43,7% de reajuste, R$ 200 de aumento linear e piso salarial de R$ 2,5 mil. Mas quatro sindicatos dissidentes (São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins e Bauru), que se desfiliaram da federação, pedem 5,2% de reposição, 5% de aumento real e reajuste linear de R$ 100.

A empresa sustenta que o índice de reajuste de 5,2% oferecido aos trabalhadores garante o poder de compra e repõe a inflação do período, diz a ECT em seu blog institucional. Os Correios informam ter um plano de contingência para manter a prestação de serviços à população.

Frente ao autoritarismo patronal e contra a privatização, trabalhadores e trabalhadoras dos Correios aprovam estado de greve

Segundo a ECT, há um plano com medidas como a realocação de empregados das áreas administrativas, a contratação de trabalhadores temporários e a realização de horas extras e mutirões para triagem e entrega de cartas e encomendas nos fins de semana. Em nota, a assessoria da empresa diz que apenas os itens econômicos da pauta de reivindicações dos sindicatos, se atendidos, gerarão acréscimo até R$ 25 bilhões na folha, cuja previsão de receita é R$ 15 bilhões para 2012.

Fonte

Estado do Ceará registra 136 ataques contra Correios em oito meses

Estado do Ceará registra 136 ataques contra Correios em oito meses

136 crimes contra a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), conhecida como Correios, foram registrados pela Polícia Federal (PF), no Ceará, em 2017, entre janeiro e o fim de agosto. Os dados de 2016 não foram repassados pela PF e nem pela empresa pública. Entre os crimes registrados neste ano, contra a Instituição, estão assaltos a funcionários em trabalho, a veículos transportadores de encomendas e a agências da Instituição, furtos, arrombamentos e explosões de prédios. Em uma das ações criminosas, um cliente foi morto por um tiro disparado por um assaltante.

O chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Patrimônio e ao Tráfico de Armas (Delepat), da PF, delegado Francisco Martins, acredita que o grande número de ocorrências se deve à ascensão do e-commerce (comércio eletrônico, ou seja, as vendas e trocas que ocorrem a partir de dispositivos e plataformas eletrônicos), nos últimos anos, combinado com o aumento da violência geral, no País e no Estado, neste ano.

“Os Correios são uma empresa que está bem inserida na estrutura de comércio do País. A partir do desenvolvimento do e-commerce, os Correios passaram a ser integrante dessa cadeia importante. Eles transportam mercadorias, objetos de valores, como notebooks, celulares, e a partir disso passou a ter a cobiça (dos criminosos)”, afirmou o delegado federal Francisco Martins.

Para o chefe da Delepat, a Instituição não estava preparada para essa mudança de trabalho demandada pelo mundo dos negócios, mas vem tentando se atualizar e tem inserido mais mecanismos de segurança, nos últimos anos.
“Os Correios foram inseridos dentro desse negócio e a estrutura dele não estava plenamente adequada. O carteiro estava acostumado a entregar cartas, cantarolando, na rua, tranquilo, porque ninguém tinha interesse de pegar carta e selo. Mas hoje não, já transporta cartões de crédito, que tem um nicho específico (de criminosos), talões de cheque, que tem outro nicho específico. Além desses produtos que vêm pelas compras na Internet. A postura geral de procedimento tem que mudar, e vem mudando”, analisou Martins.

Interior

Segundo o delegado federal Francisco Martins, as agências do Correios localizadas no Interior do Estado chamam ainda mais atenção dos criminosos, pois, em vários municípios, a Instituição acumula atividades bancárias e acaba movimentando mais dinheiro.

“Os Correios passaram a ser correspondente postal, inicialmente do Bradesco e agora do Banco do Brasil, e passou a ter um papel muito importante nessas cidades, onde o Banco do Brasil até desativou agências. O que tem acarretado é que o Correios substituiu totalmente essas atividades (bancárias), como abertura de contas. Essa movimentação financeira passou a interessar. Claro que as agências também não estavam preparadas para exercer essa atividade, que é muito importante para a população local”, destacou Francisco Martins.

“O crime deu uma incrementada em todos os setores. Essa não é uma exceção. O que impõe, principalmente para os Correios, uma mudança de mentalidade, postura organizacional como um todo, de mais efetividade e mais atenção na questão segurança”, alertou o chefe da Delepat.

Solicitada a conceder entrevista sobre o assunto segurança, os Correios preferiram emitir nota, através da assessoria de comunicação.

“Os Correios mantêm contato direto com órgãos de segurança pública do Estado e possuem parceria em nível nacional com a Polícia Federal (PF) para a prevenção e repressão de assaltos a agências. A estatal conta em sua estrutura com coordenações estaduais que desenvolvem ações de inteligência, de monitoramento e de orientação com foco na segurança dos empregados e clientes, das instalações da empresa e do fluxo postal”, explicou a Instituição.

A empresa detalhou algumas ações realizadas para reforçar a segurança e inibir as ações criminosas.

“Especificamente em relação às agências, as unidades de atendimento contam com kits compostos por itens como cofre com retardo, circuito fechado de TV (CFTV) e alarme. Além disso, de acordo com uma matriz de vulnerabilidade, recebem a alocação de recursos adicionais, como vigilância armada. A empresa não divulga estatísticas sobre delitos e nem informações adicionais relativas ao processo interno de segurança para não fragilizar as ações”, completou a nota.

Operação

Para combater os crimes contra os Correios, a Polícia Federal, em âmbito nacional, instaurou a Operação Hermes. Segundo Martins, o objetivo da PF é investigar os casos em conjunto, em cada Estado, e ser mais eficaz nas prisões.

“Como aconteceu na Operação Tentáculos, que era a questão dos ‘cartãozeiros’, a Polícia Federal montou uma forma de investigar específica para que eu não ficasse instaurando um inquérito para cada ocorrência, mas fizéssemos uma análise macro e pontuássemos certos grupos, nichos. Estamos fazendo a mesma coisa. O nome é Operação Hermes, para atuar em escala macro, nessas ocorrências repetitivas envolvendo os Correios“, revelou.

Na ação criminosa mais violenta contra os Correios, no Ceará, neste ano, um cliente, um homem que não teve o nome divulgado pela Polícia, foi baleado ao reagir ao assalto à agência do Pecém, em São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), no dia 6 de março. Ele chegou a ser levado ao Instituto Doutor José Frota (IJF), mas não resistiu ao ferimento.

A agência localizada no Pecém tem sido um alvo frequente dos criminosos, em 2017. Conforme o chefe da Delepat, por duas vezes, neste ano, foi realizada a prática criminosa conhecida como ‘sapatinho’.

“Na madrugada, o grupo vai à casa do gerente ou tesoureiro, o leva até a agência, o força a abrir o cofre, espera o tempo de retardo, que pode durar horas, abre a agência como se funcionasse normal, pega R$ 150 mil e depois foge, às vezes levando (o funcionário) como refém até um local”, explicou o delegado Francisco Martins.

Líder de quadrilha permanece foragido

O líder de uma quadrilha especializada em roubos de veículos e de cargas, que tinha os transportes dos Correios como principais alvos, Francinei Nobre da Silva, conhecido como ‘Cancão’, segue foragido, com um mandado de prisão preventiva contra ele em aberto, por uma investigação da Polícia Federal (PF).

A quadrilha de ‘Cancão’ foi desarticulada no dia 3 de junho deste ano, durante a Operação Carga Pesada, deflagrada pela PF, em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Militar e Ministério Público Estadual do Ceará (MPCE). Cinco integrantes do grupo foram presos e seis mandados de busca e apreensão cumpridos, mas o ‘cabeça’ do bando conseguiu escapar da ação policial.

De acordo com a PF, o grupo criminoso costumava abordar veículos de cargas nas rodovias de acesso a Fortaleza, principalmente a BR-222 e CEs, com o uso de arma de fogo e emprego de violência. Após a abordagem, os criminosos conduziam os veículos até um local deserto, subtraíam a carga e liberavam o motorista. A escolha pelos veículos dos Correios se dava pela quantidade de eletroeletrônicos que eram transportados.

Durante as buscas, a Polícia apreendeu cerca de R$ 50 mil em espécie, três veículos roubados, armas e cerca de 2kg de maconha. A PF estima que a quadrilha deu um prejuízo de aproximadamente R$ 500 mil aos Correios, com os roubos.

‘Cancão’, que é membro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), já responde a processos na Justiça do Ceará por receptação, roubo e tráfico de drogas. Ele também foi preso por suspeita de comandar ataques a ônibus em Fortaleza, em 2015.

Crime organizado

O chefe da Delepat, Francisco Martins, afirmou que o perfil do criminoso que realiza uma ação contra os Correios mudou nos últimos anos e se aproximou dos integrantes dos bandos que atacam bancos. A quadrilha comandada por ‘Cancão’ e o seu “modus operandi” é um exemplo disso.

“Outrora, eu dizia que as ações contra os Correios eram de iniciantes do crime. Eu levava até esse argumento para polícias estaduais, para pedir o apoio deles e a atenção. Todavia, com o incremento de atividades nas agências, com o aumento do numerário, a gente viu que não só havia uma ação com uma dupla, em uma motocicleta, com um revólver (calibre) 38, que rendia e levava o que tinha nos guichês de atendimento. Nós já vimos ações mais bem planejadas”, comparou o delegado federal.

Ainda conforme Martins, a PF já prendeu mais de 20 suspeitos de envolvimento em crimes contra os Correios, neste ano. Um deles foi o líder de outra quadrilha, o paulista Diego Gregório Meireles Santos, detido na Operação Alopécia, em 8 de agosto. Com ele, foram apreendidos um simulacro de fuzil, três veículos e fardas de forças da segurança.

Diego Gregório teria comandado pelo menos seis roubos a agências dos Correios, em 2017. Uma das ações criminosas ocorreu no Pecém, que terminou na morte de um cliente, e outro caso em Fortaleza.

Fonte