Faltam envelopes e caixas em agências de Fortaleza

| Serviço de postagem | Situação estaria ligada a dificuldades financeiras da estatal. Clientes precisam comprar material em bancas de revista para enviar as encomendas

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) fechou o segundo trimestre de 2018 com lucro líquido de R$ 111 milhões. No entanto, a estatal teve prejuízo de R$ 120 milhões no período. Os efeitos da conta no vermelho destes últimos cinco anos são percebidos nos serviços prestados em Fortaleza. O POVO visitou três agências e observou a falta de materiais básicos para a preservação e despacho de encomendas.

No Centro, os clientes têm de recorrer a bancas de revista no entorno da rua Senador Alencar para comprar envelopes, caixas e empacotá-las. Foi esse o jeito que o artesão Nonato Araújo, 45, encontrou para enviar mercadorias às outras cidades.

Está cada vez pior. Não tem nem fita adesiva para fazer a embalagem. E, apesar de faltar tudo, as taxas encarecem“, relata. A unidade está sem material há uma semana. Mas a situação é frequente, segundo o comerciante Leal, que começou a vender envelopes após perceber a nova demanda. Os artigos de papel custam de R$ 0,20 a R$ 1,50. Para embalar, ele cobra de acordo com o tamanho. Os preços praticados pela estatal variam de R$ 2,50 a R$ 20,40.

Quem utiliza os serviços postais com frequência sabe bem que a situação não é de hoje. O representante Eduardo Macedo, 40, chegou na agência da rua Maria Tomásia, na Aldeota, com o objeto já embalado. “Trago assim porque sei que posso não encontrar“, destaca. Não tinha mesmo. A unidade não dispõe mais de caixas e envelopes plásticos de segurança (Sedex) há um mês. Também faltam sacos nos Correios da avenida Senador Virgílio Távora, na Aldeota.

Procurada pelo O POVO, a estatal não justificou a falta do material. Informou apenas que “o processo de contratação com os fornecedores já foi finalizado e as embalagens já estão sendo produzidas e entregues conforme os pedidos realizados pelas agências“.

Para Alessandra Benevides, professora do curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Ceará (UFC) em Sobral, a situação é reflexo de problemas fiscais e orçamentários do Governo Federal. “A crise atinge todas as instituições federais e, como não há uma gestão eficiente, vai se agravando“, aponta. Para ela, abrir o capital dos Correios seria uma alternativa para gerar lucratividade e melhorar os serviços. “É preciso quebrar o monopólio, pois, quando abre para a concorrência, gera um incentivo da eficiência“, observa, destacando que é necessário também rever o modelo de gestão da empresa.

O economista Alex Araújo acrescenta que os Correios também têm enfrentado dificuldades de se posicionar no mercado diante dos avanços tecnológicos, o que tem diminuído receita.

“A estatal deve pensar o que ofertará de serviço daqui para a frente e remodelar o seu papel”, explica. Ele diz que a cobrança de R$ 15 por encomenda importada, serviço que começou a ser taxado no último mês de agosto, já demonstrou que a estatal pode reverter a situação ao se adequar às novas demandas.

Fonte: O Povo (Leia o artigo completo)

Falta de funcionários atrasa correspondência nos Correios

William Cardoso
do Agora (FONTE)

A falta de funcionários tem provocado atraso na entrega de cartas e encomendas dos Correios na capital.

Em alguns bairros, os carteiros têm passado somente duas vezes por semana.

Segundo o Sintect-SP (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo), faltam 3.000 carteiros na capital e 7 em cada 10 unidades de distribuição na cidade estão desfalcadas.

“A empresa não contrata funcionários concursados desde 2011, quando foi realizado o último concurso. Durante esse período, o serviço aumentou por causa das vendas na internet. Triplicou a quantidade de encomendas. E, mesmo com a internet, tem boleto bancário, fatura, propaganda sendo distribuídas pelos Correios“,

afirma Douglas Melo, diretor do Sintect-SP.

Melo afirma que, apesar de novas modalidades de envio, a remessa de objetos simples (boletos, faturas, entre outros) ainda representa 40% do faturamento dos Correios.

Resposta

Questionados sobre a falta de funcionários e os problemas na entrega de correspondências em diversos pontos da capital, os Correios afirmaram que as questões

“necessitam de avaliação da área responsável pela distribuição e, portanto, poderão ser respondidas apenas amanhã [hoje]”.

Em nota, os Correios afirmam que o cidadão deve procurar a empresa responsável pelo boleto e solicitar outra forma de pagamento antes do vencimento, para não pagar juros e multas, quando ocorre atraso.

Sobre o fim do E-Sedex, os Correios afirmam que o serviço tinha abrangência limitada a 250 cidades e que oferece agora opções como Sedex, PAC e Logística Reversa.