Sua encomenda demora? Além dos Correios, é preciso ficar de olho na Receita.

A notícia de que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) está cogitando privatizar os Correios teve grande repercussão nos últimos dias. Como a empresa é o principal nome lembrado no assunto encomendas, o público se divide quanto a possível privatização poderia impactar na melhoria do serviço.

Defensor da ideia, o ministro da Economia, Paulo Guedes, crê que o governo federal deve se desfazer de ativos para diminuir a dívida pública, e que o controle excessivo do estado sobre os negócios abre margem para casos de corrupção nas estatais, como ocorreu nos Correios, que foi alvo de uma CPI em 2005.

Circula nas redes sociais o argumento de que os Correios não detêm o monopólio das encomendas no Brasil. A maioria delas ainda é realizada pela estatal, mas outras empresas privadas já fazem este serviço há alguns anos, como Fedex e DHL.

E essa vai para quem compra eletrônicos em sites chineses: as polêmicas demoras e taxas extras no tempo de entrega das encomendas não seria culpa dos Correios, mas da Receita Federal. Como assim?

Na verdade é por aí mesmo. Em maio do ano passado, os Correios divulgaram um vídeo explicando que existem diferentes prazos de entrega e tipos de importação.

Prazos

O tempo de entrega do produto comprado lá fora (independentemente se é na China ou outro país) varia conforme o serviço de entrega contratado na hora da compra.

Ofertas de produtos, muitas vezes, oferecem frete grátis. Outras lojas cobram pela entrega, e em alguns casos o usuário pode solicitar a modalidade de entrega mais rápida, pagando um valor a mais. Tudo é definido pelo vendedor, e o cliente escolhe se aceita ou não.

Dentro do frete grátis, os Correios explicam que existem duas modalidades: pequena encomenda simples e pequena encomenda registrada.

No primeiro item, não é possível o rastreio do produto adquirido virtualmente. No segundo caso, isso é possível, mas somente quando a mercadoria chega ao Brasil e no momento de entrega ao destinatário.

É bom lembrar que desde agosto de 2018 os Correios cobram uma taxa de importação no valor de R$ 15 para qualquer encomenda vinda do exterior. Por isso, é preciso considerá-la no processo de compra.

Aí entra a Receita

Tanto para pequena encomenda simples quanto para a registrada, o prazo de entrega é de até 40 dias úteis após a liberação da Receita Federal, já que são classificadas como entregas não urgentes.

No caso das entregas rápidas ou expressas, o prazo chega a ser de até três dias úteis após autorização da Receita. Outro diferencial é que elas permitem o rastreamento de cada etapa do processo.

Então, você pode ter um maior controle sobre sua compra, mas custa mais caro geralmente.

E o tempo até chegar no Brasil?

Infelizmente, não dá para saber quanto tempo o produto importado deixará a China, os Estados Unidos ou qualquer outro lugar em que você efetuou a compra.

O transporte, geralmente, é feito de avião ou navio. No caso do transporte aéreo, o processo é mais rápido, podendo levar em torno de dez dias. Pode parecer muito tempo, mas é porque as empresas aéreas fazem várias escalas durante o percurso.

A outra forma utilizada é o navio, que leva bem mais tempo. E não apenas pelo tempo de deslocamento, mas devido também aos trâmites burocráticos, pois o processo para autorizar a entrada no Brasil das toneladas de produtos que cabem em um contêiner deve ser demorado.

De qualquer forma, o envio também depende do tamanho do produto comprado. Se for algo pequeno e leve, a tendência é que seja entregue mais rápido. Agora, se for um produto grande, talvez você tenha que esperar um pouco mais.

Curitiba e (mais) demoras

Chegando aqui, boa parte das importações vão para o Centro Internacional de Distribuição, localizado em Curitiba. Depois de liberado pela alfândega, os produtos são encaminhados para o destino final.

Por conta do longo processo, alguns vendedores dão o prazo máximo de 120 dias para o processo completo entre despacho e a entrega.

Simulamos uma compra no site Aliexpress, um dos mais famosos, e assim que selecionamos um item, apareceram opções para o tipo de remessa do produto.

O tempo estimado na entrega gratuita era de 34 a 60 dias. A opção mais rápida custava US$ 115,74 e seria entregue dentro de sete a 15 dias.

O que você precisa saber antes de comprar

Primeiramente, itens como bebidas alcoólicas, fumo, produtos de tabacaria, armas e animais silvestres não podem ser importados. Se produtos assim forem detectados, eles não serão entregues.

Segundo o Ministério da Fazenda, 100% das encomendas que chegam no Brasil passam por escaneamento em um sistema de raio X.

Depois, é importante lembrar que os produtos comprados em sites e aplicativos estrangeiros podem ser taxados pela Receita Federal. Tudo é feito com base na nota fiscal que fica fora da caixa.

Diante do grande fluxo, a Receita não tem como fiscalizar tudo, mas se o seu item for analisado e ele não estiver dentro das regras de isenção de imposto, o órgão vai cobrar uma taxa sobre ele.

Segundo o especialista Pedro Padis, em entrevista ao UOL Economia, muitas vezes o critério utilizado pela Receita Federal é fiscalizar o tamanho da caixa ou o peso.

Caso seja taxado, o comprador deverá pagar a nota fiscal emitida para só então ter acesso a encomenda por intermédio dos Correios.

Para compras de até US$ 3.000, é cobrado apenas um imposto único com base no total da compra, frete e eventual seguro que tenha sido contratado. A porcentagem é de 60% sobre o montante final.

Em compras acima de US$ 3.000, o consumidor precisa pagar os tributos federais de modo separado, como o Imposto de Importação, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e PIS/Cofins de Importação, além do ICMS do estado de destino.

Fonte: Uol

Funcionária dos correios rasgando correspondências.

Governo quer privatizar Correios

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) entrou na lista de privatização do governo Bolsonaro. O próprio presidente da República já autorizou a operação.

A avaliação no governo é que o modelo de negócio da empresa está ultrapassado, mas há alto valor estratégico – precisa ser renovada para os novos tempos, especialmente com o crescimento do e-commerce.

Em entrevista na estreia do programa Central da GloboNews, na noite de quarta-feira (17), o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro havia incluído uma nova empresa no programa de privatização.

“Tem empresas que vão ser privatizadas que vocês nem suspeitam ainda”, afirmou, acrescentando em seguida que o presidente já havia concordado com a medida.

Instado a revelar o nome da estatal, Paulo Guedes preferiu não dizer, argumentando que ainda falta definir exatamente como será feita a venda.

O blog apurou com assessores presidenciais que os Correios são a empresa citada pelo ministro da Economia.

Durante a campanha presidencial, o então candidato Jair Bolsonaro chegou a aventar a possibilidade de vender os Correios.

Depois de assumir, não quis garantir a inclusão da estatal na lista das empresas a serem privatizadas. Agora, segundo apurou o blog, mudou de posição.

Na avaliação da equipe presidencial, o setor em que atua a Empresa Brasileira de Correios está em processo de total transformação e, para a companhia sobreviver, precisa ser mais competitiva e ter menos amarras.

Isso, na avaliação de técnicos, poderá ser feito apenas privatizando os Correios.

Nos últimos anos, a empresa foi envolvida em casos de corrupção, a começar pela primeira denúncia no que ficou chamado de escândalo do mensalão. A empresa entrou na partilha de cargos entre partidos, levando, também, o seu fundo de pensão Postalis a ser alvo de investigações por denúncia de má aplicação de recursos das contribuições dos empregados.

Há cerca de cinco anos, funcionários aposentados pelos Correios passaram a ter desconto de até 25% em seus benefícios como forma de tapar o rompo do fundo de pensão.

Inicialmente, o ministro Marcos Pontes, das Comunicações, Ciência, Tecnologia e Inovação, a quem a empresa está subordinada, resistia à ideia, mas, agora, segundo fontes do governo, já está sensível ao projeto de privatizar a ECT.

Segundo fontes do governo, há hoje a compreensão de que a privatização será uma boa medida para a União, para o mercado e sobretudo para o usuário.

A venda da ECT e de outras quase cem empresas públicas é defendida com entusiasmo pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

A convicção de que o caminho para a empresa é a privatização é recente e, por isso, ainda não há o desenho de como deve ser preparada para ser vendida, tampouco foi feita avaliação de seu valor de mercado.

“O que se sabe é que só de falar em vender a empresa surgem muitos interessados”, disse uma fonte do governo.

Fonte: G1

Saiba como será o funcionamento dos Correios no feriado

Os Correios do Tocantins informam sobre funcionamento das agências de atendimento e prestação do serviço de entrega, durante a Semana Santa:

Dia 18 de abril (quinta-feira) – todas as agências estarão abertas. A entrega de correspondências e encomendas acontecerá normalmente em todo Estado.

Dia 19 de abril (sexta-feira) – as agências de atendimento ficarão fechadas e não haverá serviço de entrega.

Dia 20 de abril (sábado) – as agências de Correios localizadas no Palmas Shopping e no Capim Dourado Shopping funcionarão das 10h às 13h. Em Palmas, haverá serviço de entrega de encomendas.

Fonte: Gazeta do cerrado

Meu produto foi roubado nos Correios. O que eu faço?

Um terror que assombra empreendedores virtuais é a possibilidade de ter um objeto roubado enquanto estiver em trânsito pelos Correios. Infelizmente isso acontece – e muito. Carteiros ou carros dos Correios podem ser assaltados durante o trajeto e, lamentavelmente, também acontece o desvio de mercadorias por parte de funcionários mal intencionados.

Vale lembrar que até o produto chegar na casa do cliente, a responsabilidade ainda é sua. Portanto, quem deve reembolsá-lo e entrar com o processo de indenização junto aos Correios é você. Mas como fazer isso? Prepare-se porque a dor de cabeça é grande, mas a gente te ajuda.

Como sei que minha mercadoria foi roubada?

Por meio do código de rastreamento do produto você consegue acompanhar o andamento da entrega. E, na maioria dos casos em que houve um roubo, consta a expressão “objeto roubado” (como na foto a seguir):

No entanto, há relatos de que essa informação muitas vezes é confusa e nem sempre mostra a real situação da entrega. Se a encomenda passou do limite do prazo de entrega, saiba que é seu direito exigir que os Correios emitam um relatório com dados precisos de onde está a mercadoria.

Ok, meu produto foi mesmo roubado. O que eu faço agora?

1 – Faça um B.O

Dependendo do valor do seu produto ou se você perdeu algum documento, vá a uma delegacia de polícia e registre o Boletim de Ocorrência. Ele servirá como um documento importante na hora de entrar com o pedido de indenização.

2 – Registre a queixa junto aos Correios

A Ouvidoria dos Correios é o primeiro lugar que você deve ir para pedir a indenização. Ao postar seu produto, você tem a opção de fazer um seguro com valor declarado da encomenda em caso de extravio, roubo ou avaria. Principalmente se você estiver postando um objeto de valor, vale a pena fazer esse seguro. Sem ele, as chances de receber a indenização completa (valor da mercadoria + frete) junto aos Correios são muito pequenas.

3 – Acesse o Procon

Em muitos casos, os Correios se disponibilizam apenas a cobrir o frete e a pagar uma pequena porcentagem do valor do objeto roubado. Se você ainda achar que está sendo lesado, uma alternativa é recorrer ao Procon. Infelizmente, esse processo pode ser bem lento.

4 – Recorra ao Juizado Especial Federal

Segundo relatos de pessoas que tiveram objetos roubados nos Correios, algumas dizem ter resolvido o problema e conseguido a indenização por meio de outro órgão, o  Juizado Especial Federal.

Para abrir esse processo, vá até o Juizado Especial Federal da sua cidade munido de todas as provas possíveis: B.O, comprovante de postagem, anúncio do produto impresso, histórico de venda, troca de e-mail com o cliente – basicamente tudo o que você tiver em mãos que possa provar que aquele objeto foi comprado e devidamente postado nos Correios.

Esse processo tem várias etapas e pode demorar muitos meses (talvez até mais de um ano). Se tudo der certo, no final você receberá o valor do produto e ainda alguma quantia referente aos danos morais sofridos.

E o meu cliente?

Seu cliente precisa de uma resposta rápida. Ele não é obrigado a esperar que o processo todo se resolva para ter o produto que comprou. Portanto, seja o mais transparente possível. Explique o que aconteceu, mostre provas, como o status dos Correios, diga que lamenta o ocorrido e ofereça alternativas a ele. Você pode tanto devolver o valor que foi pago, quanto perguntar se ele deseja receber um novo produto. Nesse caso, você não deve cobrá-lo pelo frete e precisa deixar bem claro a data prevista para a entrega.

Se possível, junto com o novo produto, mande um mimo, como um brinde por exemplo. Isso ajuda a conquistar a simpatia do cliente depois do transtorno. Ah, e não deixe de perguntar se o produto chegou, se está tudo certo e mostrar sua preocupação e atenção, ok? Humanizar o contato durante esse processo é muito importante!

Boa sorte!

Sim, todo esse processo pode ser bem cansativo, mas se você se sentir lesado, vá até o fim pelo seu direito.

Também há a possibilidade de optar por outra forma de frete, como contratar uma transportadora, por exemplo. Contudo, os Correios geralmente possuem tarifas mais baixas e acabam tendo maior preferência por isso.

Fonte: Nuvem shop