Correios proíbem entrega de baterias de lítio avulsas no Brasil

Seguindo a orientação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os Correios passarão a não mais fazer entregas de baterias avulsas a partir do dia 31 de janeiro de 2019. A decisão surgiu da publicação em janeiro deste ano de um regulamento a respeito do transporte de objetos que são considerados perigosos em aeronaves civis, feito pela própria Anac.

 Artigo perigoso significa artigo ou substância que, quando transportada por via aérea, pode constituir risco à saúde, à segurança, à propriedade e ao meio ambiente e que figure na Lista de Artigos Perigosos ou esteja classificada conforme o DOC. 9284-AN/905.

Isso significa que, para a maioria dos trechos, está proibida a entrega de encomendas que contenham baterias ou pilhas de lítio ou íons de lítio, que são geralmente as baterias encontradas em aparelhos eletrônicos como smartphones e notebooks. O que mais chama atenção é que em alguns desses casos, o envio é proibido mesmo que a bateria em questão esteja acoplada ao aparelho. Nesses casos, será impossível enviar e receber smartphones e notebook de um local para o outro.

Tipos de encomendas que podem ou não transportar baterias

É o caso de encomendas enviadas pelo Sedex 10 (nacional e estadual), Sedex 12 (nacional ou estadual), Sedex simples (nacional) e quatro trechos do Sedex simples estadual: Amazonas (de Manaus para Carauari, Eurinepé, Envira, Tabatinga, São Paulo de Olivença ou Tefé), Pará (de Belém para Santarém), Pernambuco (de Recife para Fernando de Noronha) e Acre (de Rio Branco para Porto Walter, Marechal Thaumaturgo, Jordão ou Santa Rosa do Purus). Neles, serão proibidos os despachos que contenham baterias e pilhas, mesmo que elas estejam acopladas aos aparelhos.

As postagens estaduais são as que acontecem entre duas cidades distintas, mas que estão no mesmo Estado. Já as nacionais são as encomendas que são enviadas em uma cidade e entregues em outra cidade em estado diferente da origem.

Já para os envios de PAC, Sedex Hoje, Sedex Local (todos os trechos), e no caso de Sedex 10 e Sedex 12 que sejam locais, ou seja, dentro do mesmo estado, as encomendas serão aceitas desde que as baterias estejam acopladas no aparelho tecnológico. Ou seja, baterias já conectadas em smartphones e notebooks, por exemplo. Os Correios ainda afirmaram ao E-Commerce Brasil que:

“Baterias que estejam fora não poderão ser postadas em nenhuma hipótese”

Ou seja, baterias e pilhas separadas estarão proibidas independente do tipo de postagem nos Correios. Na prática isso barra o envio de smartphones novos que venham com a bateria separada dentro da caixa. Por sorte atualmente a maioria dos aparelhos mais atuais estão vindo com baterias não-removíveis, o que ao menos os colocam passíveis de envio a depender da modalidade e o tipo de encomenda em questão.

A Anac também comentou a restrição e afirmou que ela já existe desde 2016. Ela originou de uma determinação feita pela Organização de Aviação Civil Internacional (OACI) e não contempla apenas os Correios e sim qualquer tipo de transportadora.

Como vai funcionar a fiscalização

E com esse novo regulamento, os Correios já começaram a treinar seus funcionários e definir os novos procedimentos que visam a segurança e que deverão começar a ser adotados por toda a rede de atendimento. Isso ajudará com que a mudança seja feita de forma organizada e com o máximo de informação possível para os usuários.

Isso acontecerá de forma simples. Ao chegar aos Correios para fazer uma postagem de uma encomenda, o cliente será questionado se naquele pacote contém algum tipo de bateria ou pilha. Esse é um procedimento que é comum por exemplo em aeroportos, onde os oficiais perguntam se os passageiros estão com objetos inflamáveis ou perfuro cortantes. E isso servirá para todos os clientes, até os que possuem contrato com os Correios.

Esse questionamento é feito porque por não ser um órgão fiscalizador, os Correios não podem abrir o pacote e conferir a presença de pilhas ou baterias ali. Ou seja, eles serão postados fechados como vieram e a responsabilidade do cumprimento da lei é do próprio remetente. Por isso é importante que os clientes tenham consciência e conhecimento sobre a regulamentação, já que se tornará responsável por observar essa legislação.

Caso o cliente afirme que está levando bateria ou pilha, ele será questionado se ela está acoplada em algum equipamento. Caso negativo, a postagem não será feita. Caso positivo, o atendente vai precisar verificar qual é o tipo de postagem para saber se ela se encaixa nas que permitem esse envio. Se sim, a postagem será feita. Se não, não será aceita e o atendente explicará o motivo.

Esse procedimento acontece no momento da postagem, e isso evita situações em que seja necessário devolver algumas encomendas, principalmente a lojas durante compras. Vale lembrar que apesar dos exemplos, isso vale para uma diversidade de equipamentos que podem ser de uso pessoal ou até mesmo de hospitais e comércio.

Fonte: Showmetech (Leia mais)

 

 

Como Enviar Encomenda Pelo Correio Mais Barato – Entendendo os tipos de carga

Se você já tem seu e-commerce ou está apenas começando, é essencial saber como enviar encomenda pelo correio mais barato. Afinal, o valor da entrega compõe o preço do produto, e os clientes, tanto quanto nós, gostam de economizar.

Atualmente podemos contar com os Correios e também com empresas particulares, dependendo do tipo de comércio virtual que temos.

Apesar de nos levar à loucura quando está em greve, os nossos Correios são uma empresa confiável em tempos normais e oferecem várias opções de entrega, que explicaremos adiante.

Já empresas particulares, como a Loggi e a Mandaê, por exemplo, oferecem opções diferenciadas de serviço, das quais falaremos também.

Para que seu negócio possa funcionar bem, é necessário ter planejado e calculado toda esta parte de entrega de mercadorias. Isso se chama cuidar da logística: armazenamento, embalagem adequada, transporte, custo e tempo despendido, tanto nestas operações quanto para levar as encomendas ao Correio, por exemplo.

Para o cliente, o que vai importar é o tempo de espera para receber sua compra, o valor pago no envio+frete e se tudo chegou intacto.

Dos três fatores, na hora de fechar a compra, o preço do envio+frete é o mais importante – o cliente aguenta esperar para ter seu produto, se o valor compensar.

No pós-venda, o que é relevante é se o produto chegou em perfeitas condições, e a atenção dispensada ao cliente neste período (falamos sobre isso neste artigo – retenção de clientes).

Entendendo os tipos de carga

Quando utilizamos os correios para entregas, devemos nos ater às regras de envio das encomendas, no que diz respeito à peso e dimensões.

No caso do Sedex e Sedex a cobrar, o peso máximo permitido é de 30 kg. No e-Sedex, 15 kg. E nas demais modalidades – Sedex 10, Sedex 12 e Sedex Hoje – o peso máximo permitido é de 10 kg.

Já no PAC, temos a opção de remessa individual ou remessa agrupada. Neste caso, a remessa individual, a nível nacional, tem peso máximo permitido de 30 kg.

Já a remessa individual dentro do estado, tem o peso máximo limitado a 50 kg, e fique de olho! Somente em localidades previstas em contrato. No caso de remessa agrupada, para todo o Brasil, o limite é de 600 kg.

Entretanto as dimensões também são levadas em conta no cálculo da entrega. Vamos recordar as aulas de trigonometria, de sólidos? Uma caixa normalmente é um cubo ou retângulo, certo?

Os correios limitam o tamanho máximo de altura, largura e comprimento do pacote. A soma da Altura+Largura+Comprimento tem que ser maior ou igual a 200cm.

Ou seja: ainda que, por exemplo, a encomenda Sedex 10 tenha os 10 kg permitidos, se a dimensão do pacote exceder 200cm cúbicos (seja em formato de cubo ou em rolo), ele não pode ser enviado neste ou em outra modalidade dos Correios.

Neste caso, a opção são transportadoras particulares.

Também é relevante notar que encomendas de porte pequeno, que caibam num envelope, também tem restrições de tamanho e até do que é postado. No PAC, por exemplo, envelopes não podem conter documentos.

Quanto à transportadoras particulares, é interessante pesquisar e ver o diferencial de cada uma.

A Loggi, por exemplo, faz entregas com motoboys, e tem pacotes de serviço  para empresas, e-commerce e restaurantes.

O pedido é feito online, pego em sua própria residência ou negócio, e seu cliente acompanha em tempo real onde está a encomenda.

Eles enviam aviso pelo SMS do cliente avisando que o motoboy está a caminho, e tem soluções imediatas caso o cliente não se encontre na residência. Tudo online, através do aplicativo.

A Mandaê também entrou no mercado para suprir dois problemas de pequenas empresas: embalagem e envio até os correios para despacho das encomendas.

Eles embalam de quadros à bicicletas, vidros e louças. Buscam tudo em sua residência, e cuidam da embalagem profissional e colocam no Correio.

Como tem parceria com os Correios, o preço cobrado é igual a se você fosse até uma agência – e ficasse na fila. A vantagem é que não precisa pensar nem em embalar, nem em gastar horas fora, podendo se dedicar ao seu negócio.

Fonte: Empreenda Ecommerce (Leia mais)

 

Correios devem indenizar cliente por entregar produto a outra pessoa

A ausência de contratação do serviço de entrega em mão própria não afasta o dever de indenizar cliente que teve compra entregue a outra pessoa. Assim entendeu o Tribunal Regional Federal da 4ª Região ao determinar que os Correios paguem indenização por danos materiais a cliente que teve mercadoria entregue a outra pessoa.

O caso trata de uma ação ajuizada contra uma empresa de jóias e os Correios, pedindo danos morais e materiais, além do cancelamento do pagamento das parcelas em cobrança no cartão de crédito.

O homem, morador de Ijui (RS) fez uma compra, no valor de R$ 690, e depois de um mês ainda não tinha recebido a encomenda. Ele então entrou em contato com a loja, que o enviou um código de rastreamento.

Ao contatar os Correios, no entanto, o homem foi informado que o endereço da entrega estava desocupado e, por isso, o objeto foi entregue a pessoa desconhecida.

Fonte: Conjur (Leia o artigo completo)

Cálculo do preço: entenda e saiba antes o custo da postagem da sua encomenda.

O preço de envio de encomendas com destino nacional ou internacional varia de acordo com: o serviço de envio, CEP de origem, CEP de destino, peso, dimensões do pacote e serviços adicionais contratados.

Simule o preço de envio de sua encomenda com destino nacional.
Simule o preço de envio de sua encomenda com destino internacional.

Desde 2011, os serviços de encomenda dos Correios passaram a ser precificados pelo peso cúbico. O peso cúbico, diferente do peso físico em quilogramas, considera o volume da encomenda. Se o peso cúbico da encomenda for menor ou igual a 10 kg, será atribuído o peso físico (ou real).

Por quê?

O custo de transporte leva em conta o volume das encomendas transportadas, e não apenas o seu peso físico (ou real). Por este motivo, adotou-se o preço cúbico como uma forma de equilibrar a relação peso x espaço ocupado pela carga transportada, e que já constitui prática de mercado no transporte aéreo no Brasil e no exterior.

Como é calculado o peso cúbico?

O peso cúbico de uma encomenda é calculado pela seguinte fórmula:      (C x L x A)/6.000*

Onde:

A = Altura do objeto (em centímetros)

L = Largura do objeto (em centímetros)

C = Comprimento do objeto (em centímetros)

6.000 = coeficiente resultante da relação entre peso e volume mais adequada e comercialmente justa à cubagem de aeronaves, conforme recomendado pela IATA, entidade internacional que congrega as empresas aéreas.

O resultado será o peso cúbico da encomenda.

Se o peso cúbico da encomenda for menor ou igual a 5 kg, será atribuído o peso físico (ou real). Para encomendas com peso cúbico maior que 5 kg, valerá o maior resultado após a comparação dos resultados entre o peso físico (kg) e o peso cúbico (C x L x A)/6.000. Então, sendo um pacote de 5,5 kg de peso físico, com as dimensões 40x50x10/6.000 que resultam um peso cúbico de 3,33 kg, o peso considerado para precificação será o físico, de 5,5 kg. Para o caso do peso cúbico ultrapassar o limite de 30 kg será cobrado valor adicional.

Exemplo 1 Encomenda com as dimensões: 40 cm X 50 cm X 10 cm e pesando 9 kg: 40 cm x 50 cm x 10 cm / 6000 = 3,33Kg cúbicos => isenta de peso cúbico; portanto, será cobrado peso físico = 9 kg.
Exemplo 2 Encomenda com as dimensões: 43 cm X 28 cm X 52 cm e pesando 15 kg: 43 cm X 28 cm X 52 cm / 6000 = 10,434Kg cúbicos => considera-se o peso cúbico para comparar com o peso físico e aplica-se o maior entre eles. Neste caso, será cobrado o peso físico = 15 kg.
Exemplo 3 Encomenda com as dimensões: 55 cm X 31 cm X 40 cm e pesando 7 Kg: 55 cm x 31 cm x 40 cm / 6000 = 11,36 Kg cúbicos => considera-se o peso cúbico para comparar com o peso físico e aplica-se o maior entre eles. Neste caso, será cobrado o peso cúbico = 11,36Kg.

Fonte: Correios

taxa fixa de R$ 15 em todas as encomendas internacionais

Correios cobrará R$ 15 de todas as encomendas internacionais

De acordo com informações do TudoCelular, os Correios passarão a cobrar uma taxa fixa de R$ 15 em todas as encomendas internacionais que chegam ao Brasil por via marítima ou aérea. Até agora, essa cobrança era feita apenas nos casos em que a encomenda era taxada pela Receita Federal, mas agora abarcará 100% dos pacotes vindos de fora do país.

A medida começa a valer a partir de hoje (27) e será aplicada a todas as encomendas que possuem código de rastreamento iniciando com as letras E, C, R e L. Pequenas encomendas não registradas, sem código, também serão taxadas com essa nova cobrança intitulada “Despacho Postal”.

despacho postal R$15

como pagar a taxa

Em contato com o referido site, os Correios explicaram que a nova cobrança será disseminada para todos os casos de correspondências internacionais com objetivo de melhorar o serviço de distribuição de pacotes que chegam ao país e são processados no grande centro de distribuição internacional em Curitiba. Segundo a empresa, a demanda para a entrega de encomendas internacionais subiu 155% em janeiro deste ano, o que tem gerado atrasos na distribuição dos itens. O TecMundo entrou em contato com a estatal e vai atualizar essa notícia com a resposta da empresa assim que possível.

carta taxa fixa de R$ 15 em todas as encomendas internacionais

 

O que isso significa para o consumidor final

Essencialmente, importar itens de baixo valor, como capinhas de celular e outros acessórios do tipo, vai ficar menos atraente, mesmo quando as lojas internacionais oferecem frete grátis. Claro que, considerando a diferença de preço praticada no Brasil, comprar em sites chineses ainda pode valer a pena para esse tipo de mercadoria, dependendo da situação.

Contudo, será difícil comprar vários itens diferentes de uma só vez. Eles normalmente chegam ao Brasil em pacotes separados e devem ser taxados cada um em R$ 15. Dependendo do volume de compras, você pode acabar gastando um bom dinheiro só com essa taxa de Despacho Postal.