De janeiro a agosto deste ano, agentes da Receita Federal conseguiram interceptar 95 encomendas enviadas ou recebidas pelos Correios, recheadas de drogas. De acordo com o diretor do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), delegado Paulo Mavignier, investigações indicam que, na maioria das vezes, esse tipo de tráfico é feito por usuário de classe média alta.
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Para tentar burlar a fiscalização, os traficantes utilizam várias maneiras de camuflar a droga. Mas devido a fiscalizações mais intensas e com o auxílio do agente canino Odin, a Receita Federal já conseguiu apreender drogas em peças de roupa, dentro de carrinhos de plástico e até dentro de bombons de chocolate.
A Receita Federal informou que até agosto conseguiu impedir que 95 encomendas com drogas chegassem ao destino final, mas não estimou quantos quilos de drogas foram apreendidas, mas calcula que, até julho, parte dessas apreensões estavam avaliadas em cerca de R$ 2,5 milhões.
Destino
De acordo com a Receita Federal, Manaus é porta de saída, via Correios, para o escoamento da maconha do tipo skunk. Esse tipo de entorpecente tem como destinos mais frequentes as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Já as porções de cocaína são apreendidas tendo com destino países da Europa.
Mas a Receita Federal conseguiu identificar que criminosos enviam com frequência nas postagens para Manaus, drogas sintéticas como ecstasy. Já foi identificado, ainda, a tentativa de envio de haxixe. Esses entorpecentes, na maioria das vezes chegam endereçadas das cidades de Santa Catarina, Paraná, e São Paulo.
Investigações
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Todo material apreendido é encaminhado para a polícia. De acordo com a Receita Federal, se a droga estiver endereçada para dentro do país, a apreensão é encaminhada para a Polícia Civil. Se for para fora do Brasil, são enviadas para a Polícia Federal (PF).
De acordo com o diretor do diretor do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) delegado Paulo Mavignier, a polícia conseguiu identificar, que na maioria das vezes, esse tipo de tráfico é endereçado a pessoas que residem em áreas consideradas de classe média alta. “Mas muitas vezes, é difícil de identificar que são essas pessoas, porque usam nomes falsos e endereços abandonados”, afirmou o delegado.
Diligências da Polícia Federal
A delegada de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal, Jeanie Tufureti, informou que, após a denúncia, é instaurado inquérito e buscam localizar o remetente, seja por meio do nome, endereço declarado ou até mesmo por meio do telefone. Mas de acordo com ela, o trabalho de investigação é muito difícil.
“São várias diligências para conseguir chegar, mas realmente, não é muito fácil. Muitos colocam nomes totalmente falsos, alguns colocam prenomes ou sobrenomes falsos ou então até tem nome verdadeiro, mas juntando o possível nome, endereço com diligências e entrevistas muitas vezes conseguimos chegar na pessoa”, informou.
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Outra linha de investigação é por meio da grafia. “Muitas vezes também conseguimos chegar em alguma pessoa, mas ela nega. Então, a gente faz a perícia na grafia, pois normalmente quem remeteu a encomenda foi quem escreveu o nome de remetente e destinatário no pacote”, disse a delegada.
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