Consumidores que compraram mercadorias pela internet continuam a reclamar de atraso e falta de organização nas entregas dos Correios. Alguns estão há mais de um mês esperando seus pedidos.
Cláudio comprou uma mercadoria no fim de abril e conta que ela chegou à central de distribuição de Benfica, na Zona Norte do Rio, três dias depois. Mas até hoje não recebeu a encomenda em casa.
“Comprei minha mercadoria dia 28 [de abril] lá em São Paulo. Chegou em três dias lá no CD [central de distribuição] de Benfica. E se encontra parado lá há um mês. Preciso da minha mercadoria para trabalhar. No telefone que dão nada funciona, é mensagem totalmente programada”, reclamou o consumidor.
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Júlio vive uma situação semelhante. Fez uma compra há mais de um mês e não recebeu.
“Efetuei compras pela internet e aproximadamente 35 dias essas compras estão paradas na agência dos Correios do Humaitá. Entendo o momento que estamos passando em função da pandemia, mas é um prazo muito extenso em relação ao que já foi informado anteriormente pelos Correios”, disse Júlio.
Compra que não chega
Em algumas compras, o valor do frete é incluído no preço. No entanto, a encomenda simplesmente não chega.
“O frete é calculado ali nesse valor, saindo da origem até o destino. Só que não chega. Muitas vezes nem somos avisados. Temos que rastrear, ligar para a empresa, procurar onde está o produto. Quando ficamos sabendo que já está nos Correios já se passaram às vezes cinco, seis dias que o produto está lá. Nós pagamos o frete para receber na nossa residência e os Correios simplesmente não entregam”, disse Roberto.
O Procon-RJ abriu um investigação preliminar contra a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios) por diversos atrasos e problemas nas encomendas feitas entre 27 de fevereiro e 15 de maio no Rio de Janeiro. Entre as 305 ocorrências durante o período, estão reclamações sobre produtos não entregues, extraviados ou avariados, cobrança indevida e qualidade de atendimento.
Em nota, os Correios informaram que há grande demanda pelos serviços devido ao aumento das vendas on-line. Que nas unidades citadas – Benfica e Humaitá – especificamente nesse período de pandemia, está sendo controlado o fluxo de atendimento e organizado os clientes de acordo com a distância recomendada pelo Ministério da Saúde.
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Os Correios não passam informações sobre efetivo e profissionais contaminados por Covid-19, para não expor esses profissionais e não causar insegurança desnecessária à população e aos empregados. Essas informações são passadas somente às autoridades de saúde.
Fonte: https://g1.globo.com/rj/





