Criança enviada pelos Correios

"Você sabia que houve uma época em que crianças eram enviadas pelo correio?"

Você sabe como uma criança nova na família mexe com as emoções de todo mundo, e não há nada mais bacana do que ver os vovós conhecendo seus netinhos.

Pensando nisso, o casal Jesse e Mathilda Beagle decidiu enviar o pequeno rebento, James, que tinha 8 meses de idade, para a que a avó o conhecesse. Como? Pelo correio, oras.

Rastrear Correios Rastrear sua encomenda grátis

O bebê estava dentro do limite de peso das encomendas que a empresa aceitava fazer, e o frete custou 15 centavos de dólar. Dada a peculiaridade do caso, até mesmo para as pessoas da época, a história do bebê acabou virando manchete de jornais e, claro, inspirando outros papais e mamães a fazerem o mesmo.

Criança enviada pelos correios

Não deu outra: histórias como as do pequeno James começaram a se multiplicar nos ambientes rurais da Terra do Tio Sam, e um dos casos famosos da época foi o de uma garota de 4 anos, Charlotte May Pierstorff, que foi enviada até a casa dos avós, percorrendo 73 km de distância. A história de Charlotte virou livro, inclusive, o Mailing May. Naquela época, enviar crianças pelo correio era mais barato do que comprar uma passagem de trem.

Criança enviada pelos correios

Criança enviada pelos correios

Charlotte não foi sozinha, mas acompanhada de um primo de sua mãe, que trabalhava para a empresa de entregas. Esse tipo de “entrega” foi realizado por alguns anos até que, no dia 14 de junho de 1913, o envio de crianças pelo correio se tornou oficialmente proibido.

Criança enviada pelos correios

Ainda que hoje vejamos essa prática como negligência, a historiadora Jenny Lynch, que falou sobre o caso com o Smithsonian, disse que, na verdade, esses envios mostravam que a comunidade rural confiava muito nos trabalhadores das empresas de envios de cartas e encomendas. Disso não há dúvidas.

Criança enviada pelos correios